Daisypath
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4 de novembro de 2008

Finalmente a FESTA!!!

Só existe uma palavra capaz de definir minha festa: SONHO.


Um sonho lindo, um conto de fadas (como minha best friend falou), uma noite encantanda. Nem todos os meus devaneios típicos de noiva ansiosa foram capazes de chegar perto do que realmente aconteceu na noite de 17 de outubro de 2008. Por mais que eu tenha cuidado de cada detalhe, por mais que eu tenha escolhido cada flor, cada toalha, cada cor, mesmo sabendo a posição das mesas, a distância entre as velas no chão, a cor do tapete, mesmo imaginando o grande dia todos os dias durante dez meses, mesmo indo lá quase 1 vez por mês, mesmo assim não fui capaz de prever como ficaria de fato.


Ao chegar no Lajedo e entrar no salão pra tirar fotos, congelei de surpresa. Nem nos meus sonhos mais otimistas, a festa era tão bonita, tão perfeita, tão maravilhosa como estava. Os tons de amarelo e marfim deram uma atmosfera de alegria, felicidade eterna. A iluminação impecável completava o clima romântico e eterno.


Nunca sonhei com festão, nem mesmo em casar de noiva, nada disso. Mas, quando a idéia começou a se formar em minha cabecinha, pensei primeiro na tradicional igreja. Porém, o noivo conhecia um sítio lá em Vargem Pequena e, olhando o site, nos apaixonamos pelo local. Brincávamos sempre dizendo que se um dia a gente casasse seria lá. Quando a data foi definida, numa tarde quente de dezembro, resolvi ligar pro tal sítio. Só queria mesmo saber que seria muito caro, impossível, e riscar logo da minha lista. Mas eu precisava ouvir o preço pra me desesperar e então desistir. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que nem era tanto assim. Afinal, eles ofereciam um serviço de primeira e estava tudo incluído já. Não ia esquentar minha cabeça com nada. Marcamos uma reunião. Fomos lá com mommy e assim ficou tudo decidido: o casamento seria no Lajedo.


E assim foi, e realmente não tive uma única dor de cabeça com eles. Fui paparicada e tratada como princesa desde o dia que assinei meu contrato até o dia do meu casamento. Mais que profissionais organizando minha festa, conheci pessoas realizando sonhos e fiz amigos de um dia pro outro. Foi emocionante e intenso todos os 10 meses que passamos juntos: eu, o Bernardo, minha mãe e toda a equipe, principalmente a Dani e a Alê. Essas fadas nos acompanharam desde o início, presenciaram brigas e discussões de uma noiva sensata e sua mãe alucinada, enxugaram minhas lágrimas nos momentos de tensão e as de minha mãe nas semanas finais. Estavam sempre prontas para as perguntas repetidas, as indecisões, as barganhas, e tudo que rolou nesse tempo todo. Grandes amigas! Pena que Dani não pôde ver o final de seu trabalho, pois estava em casa cuidando de seu pequeno Bernardo. Mas ela sabe que foi lindo lindo lindo.


Minha cerimonialista e todas as suas ajudantes foram perfeitas. Nos momentos antes de eu entrar, papeando no quartinho da noiva, durante a festa alternando meu prosecco com caipirinha, água, salgadinhos, comida, cuidando de mim e do Bernardo o tempo todo. Nosso organizador cuidando de cada detalhe, cada contratempo que nem vimos, nem percebemos.


Após a cerimônia encantada, tivemos uma festa mais que perfeita. Dançamos muito, comemos muito, bebemos muito. A dança dos garçons foi um sucesso. Os doces, a decoração, o bolo, o openbar, estava tudo muito além de qualquer coisa que podíamos imaginar. Alguns dias antes do casamento, a Alê me ligou pra acertar alguns detalhes e eu disse pra ela: "Eu e Bernardo já estávamos mais que felizes com o basicão de vocês. Qualquer coisa a mais, é como um sonho."


No dia 17 de outubro, a equipe do Lajedo foi capaz de transformar e tocar o coração de cada pessoa presente e nos presenteou com uma noite mágica, inesquecível. Pena que as 6 horas de festa tenham passado num piscar de olhos. Mas fica então a lembrança eterna e a sensação que nunca vai embora do dia mais feliz das nossas vidas...

23 de janeiro de 2008

O vestido

Uma coisa engraçada é que assim que fiquei noiva, comecei a buscar modelos de vestidos em revistas e na internet. Nunca fui aquele tipo de menina que era louca pra casar, portanto não tinha nada em mente. Eu sabia apenas o que eu não queria: tomara que caia estava fora de cogitação, eu não entraria em uma saia mega rodada nem pagando e o véu me parecia brega de maaaaiiiis.


Bom, tendo isso em mente, copiei vários modelos da internet para o meu computador. No fim do ano passado encontrei aquele que falou comigo, que sorriu pra mim e piscou várias vezes mandando beijinhos. Fiquei tranquila. Pronto, encontrei o meu vestido!


Porém (tem sempre um porém), o site era americano e o estilista devia ser caríssimo. Fora que como eu ia mandar fazer um vestido lá tão longe? E as provas? Pagando em dólar? No way! Me conformei e fui em busca de lojas pra fazer o famoso 1º aluguel.


A primeira loja que entrei foi a Avec Noivas (no Downtown). Não precisa marcar hora e o atendimento é super legal. Eles tinham vários modelos que se me agradaram porque correspondiam ao que eu não queria. Mas achei legal experimentar os tomara que caias, as saias rodadas e colocar o véu. Queria ter a sensação, sabe? Os preços do aluguel até eram legais, mas o 1º aluguel me assustou: R$2.500 e era um vestido da loja, um modelo que tem aos montes e várias noivinhas poderiam estar iguaizinhas a mim. Nada contra, mas pagar isso tudo pra ver meu vestido várias vezes em álbuns de outras meninas. Acho que não, sou meio chata!


Saí de lá com várias coisas em minha mente:

- A saia rodada definitivamente não é o que eu quero. Foi bom pra cortar de uma vez.

- O tomara que caia pode até ser uma opção, mas o resto do vestido tem que ser muito espetacular pra compensar.

- A-D-O-R-E-I o véu. Achei bárbaro. Longo, curto, os dois juntos. Me senti noiva de verdade, sabe? Quero um!


Na mesma semana combinei com minha mãe e fui na Casa Assuf. O atendimento de lá é sempre ótimo. Já comprei 2 vestidos lá (pra festa e de madrinha) e sempre fiquei satisfeita. Comecei a separar os modelos enquanto mommy não chegava. Tinha uma menina experimentando um modelo lindinho e resolvi experimentar aquele tb. Escolhi só os potenciais, lembrando sempre o que eu não queria. Entra, troca de roupa, sai. Acho que mommy ficou emocionada. Não chorou não, mas abriu um sorrisão quando me viu vestida de noiva. O vestido era a minha cara: decote canoa, com as alcinhas de ladinho no ombro, plissado no meio, corpete até abaixo do umbigo e uma saia evasê linda com detalhes de aplicação. Amei! E tb amei o preço: 1º aluguel por R$1975 com o véu. Mas não ia fechar ali naquela hora. O meu vestido ainda estava lá no meu computador piscando pra mim todas as noites.


Ainda fui em outras lojas de aluguel de roupas no Downtown e todas com o mesmo preço: 1º aluguel por R$2500. Nenhuma teve um vestido tão lindo quanto os 2 que não saíam de minha cabeça. Meu tour pelas lojas me ajudou a definir mais 2 coisas que eu não queria:

- cauda fixa (achei péssimo o lance de prender no próprio vestido)

- tecido pesado.


Resolvi pensar mais um pouco. Só fui ver vestido novamente na outra semana, mas essa história eu termino depois!